SENEGAL
- informações
gerais
Clique no Mapa p/navegar
Fontes : Almanaque Abril - 1998
A
ilha de Gorée, próxima de Dacar, a capital, foi importante centro de comércio
de escravos. As praias, somadas às seis reservas naturais, são as principais
atrações da região. Situado na costa oeste da África, o Senegal tem como
capital um dos mais importantes portos do continente. Ex-colônia francesa,
o país fica numa planície semi-árida, irrigada por três grandes rios: Senegal,
Gâmbia e Casamance. O islamismo é a religião de 94% dos senegaleses. O recurso
natural mais explorado é o fosfato. As reservas de petróleo estão quase
intocadas por falta de infra-estrutura.
FATOS HISTÓRICOS – Islamizada por comerciantes árabes no século XI,
a região abriga no passado dois grandes Impérios negros, o Mandingo e o
Uolof. A partir do século XV é disputada pelos europeus. No século XVII,
os franceses fundam a feitoria de Saint Louis, na foz do rio Senegal, e
dedicam-se ao tráfico de escravos. A transformação do território em colônia,
em 1854, abre uma fase de progresso. A rendição do último Sultanato negro,
em 1893, consolida a hegemonia da França, que faz de Dacar a capital da
África Ocidental Francesa, reunindo suas colônias na região.
Independência – A partir de 1946, a França dá maior autonomia ao
Senegal, que tem seu primeiro governo soberano em 1958. No ano seguinte,
o país se une ao Sudão Francês (atual Mali) e forma a Federação do Mali.
Em agosto de 1960, o Senegal rompe o pacto e declara a independência. O
escritor e poeta Léopold Sédar Senghor é eleito presidente. Em 1962, o primeiro-ministro
Mamadou Dia lidera um golpe de Estado fracassado contra Senghor. Uma nova
Constituição fortalece o poder do presidente.
Reeleito
sucessivas vezes, Léopold Senghor aposenta-se em 1981. É sucedido por 'Abdu
Diúf, confirmado nas eleições presidenciais de 1983 e reeleito em 1988,
sob suspeita de fraude eleitoral.
Separatismo no sul – Nos anos 90, o Exército senegalês é acusado
de violação dos direitos humanos no combate à guerrilha separatista de Casamance
(sul), que alega sua diferenciação histórica desde os tempos coloniais.
A intensificação do conflito marca as eleições de fevereiro de 1993, vencidas
mais uma vez por Diúf, sob nova suspeita de fraude. Em dezembro de 1995,
o movimento separatista propõe cessar fogo e negociar a paz, no exterior.
O governo se recusa a abrir conversações em outro país e a fornecer passaporte
aos separatistas. A tensão em Casamance aumenta em 1996. A Anistia Internacional
denuncia a escalada de violação dos direitos humanos. Em março de 1997,
pelo menos 42 pessoas morrem num enfrentamento entre a guerrilha e as tropas
governamentais.
Participe! Envie-nos seu comentário : iceuniao@uol.com.br
Feche a janela ou clic aqui p/ voltar ao índice